Aires da Mata Machado Filho
Aires da Mata Machado Filho, ou Mestre Aires, consoante o tratamento que lhe era dispensado, nasceu em Diamantina, a 24 de fevereiro de 1909. Fez o curso primário na cidade natal e o secundário no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro e concluiu o Curso de Humanidades com brilhantismo.
Em 1940, casou com Maria Solange de Miranda Mata Machado, sua companheira até a morte.
Tem distinção como filólogo, folclorista, ensaísta, com atuação na imprensa, no rádio, na tribuna e no livro.
Em sua trajetória, desenvolveu sua pujante capacidade intelectual:
Catedrático de Filologia Românica, na Universidade Federal de Minas Gerais; catedrático de Português, na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras Santa Maria da Universidade Católica, da qual foi um dos fundadores; professor de língua portuguesa e linguística geral, na Faculdade de Filosofia da Universidade de Jequitinhonha, da qual foi também diretor; lecionou português e literatura no Instituto Superior de Educação Rural.
Era cidadão honorário de Belo Horizonte; membro da Academia Brasileira de Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Filologia, Sociedade Brasileira de Antropologia; Sociedade Brasileira de Folclore; Academia Mineira de Letras; Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Academia Municipal de Letras de Belo Horizonte; Academia Carioca de Letras, Comissão Mineira de Folclore.
Possuía uma das maiores bibliotecas do Estado e escreveu muitas obras, coroando suas atividades no magistério e no jornalismo. Entre elas, destacamos a obra intitulada “Escrever Certo”, em seis volumes, na qual estão compreendidos vários temas do seu chamado jornalismo gramatical. Foi editada em maio de 1966 e, devido à sua notável aceitação, reeditado em agosto do mesmo ano.
Em 1981, a Academia Brasileira de Letras expressou sua admiração ao Mestre Aires, outorgando-lhe o prêmio “Machado de Assis”, de erudição.
A Academia Cearense da Língua Portuguesa também o homenageou, mediante o discurso do acadêmico Reinaldo Carleial, que o cognominou “notável monumento do vernáculo”.
Aires da Mata Machado Filho morreu no dia 23 de agosto de 1985, perdendo o povo brasileiro um dos maiores conhecedores da Língua Portuguesa no Brasil.