Domingos Paschoal Cegalla viveu entre 1920 e fevereiro de 2013. De avós imigrantes italianos, esse grande expoente da língua portuguesa, nasceu em Santa Catarina, Tijucas, 1920 (dia e mês exatos faltaram a minhas fontes) e faleceu de causas naturais em 9 de fevereiro de 2013, aos 92 ano, sem sua residência, no Leblon, Rio de Janeiro. Curiosamente, era um sábado de carnaval.
Cegalla estudou no Paraná. Foi seminarista, mas não chegou à ordenação. Logo cedo, encantou-se por grego e latim. Formou-se em Curitiba em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Paraná. Como professor, ocupou-se da língua portuguesa, da literatura e do latim. Lecionou em Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro, para onde se mudou em 1953 justamente para lecionar. À época o Rio de Janeiro não era apenas a Cidade Maravilhosa, era também a Capital Federal. Ali, Cegalla foi professor em diversas escolas, entre elas, o Colégio Santo Inácio, em Botafogo, uma escola jesuíta, considerada de ensino mais tradicional do país. Foi pelos anos1950 que começou a escrever suas gramáticas. A Novíssima Gramática da Língua Portuguesa foi publicada em 1964.
Pesquisador, poeta e tradutor, três grandezas que envolvem línguas e linguagens humanas. É autor, além da Novíssima gramática da língua portuguesa, já mencionada, de outras obras didáticas como Dicionário de dificuldades da língua portuguesa; Dicionário escolar: língua portuguesa; e Nova minigramática da língua portuguesa, todas, consagradas obras no meio didático. Canção de Eurídice e Um brado no deserto são obras que mergulharam em sua verve poética. Dedicando-se aos estudos das línguas clássicas, traduziu o dramaturgo Sófocles diretamente do grego, trazendo à luz da nossa língua vernácula, Édipo Rei, Antígona e Electra.
Com Édipo Rei, foi ganhador do Prêmio Jabuti de 2001.